terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ansiedade atinge 56,3% dos vestibulandos, diz estudo

Um levantamento com 1.046 vestibulandos verificou que 56,3% apresentaram sintomas de ansiedade, considerando os níveis de intensidade leve, moderado e grave. As candidatas do sexo feminino se mostraram mais ansiosas do que os homens. Os participantes foram selecionados em quatro cursos pré-vestibulares na cidade de Porto Alegre (RS). O trabalho teve seus resultados publicados na Revista de Psiquiatria Clínica, do Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

A ansiedade é um estado emocional caracterizado por um conjunto de reações psicológicas e fisiológicas relacionadas a situações de perigo. Segundo o estudo, os cinco sintomas mais freqüentes identificados com o problema foram nervosismo, medo de que aconteça o pior, incapacidade de relaxar, sensação de calor e indigestão. "Em seus diferentes níveis, a ansiedade pode ser saudável e motivar os candidatos a estudar mais, fazendo com que se preparem melhor para o vestibular. Mas a ansiedade também é uma doença que prejudica o rendimento, a concentração e a memorização" disse um dos autores do trabalho, o médico psiquiatra Daniel Guzinski Rodrigues, pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), à Agência FAPESP.

O artigo completo "Ansiedade em vestibulandos: um estudo exploratório", de Daniel Guzinski Rodrigues e Cátula Pelisoli, está disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP).

sábado, 13 de dezembro de 2008

Brasil entra para lista dos 10 maiores

O Brasil entra para lista dos 10 maiores em banda larga, a pesquisa ainda prevê que a crise não afete o crescimento da internet nas economias emergentes.

A empresa de pesquisas mostrou que, no período entre julho e setembro, a China ultrapassou os Estados Unidos pela primeira vez, com 80,9 milhões de clientes ante os 78,7 milhões dos Estados Unidos, enquanto o Brasil, que ocupava a 11a posição, avançou um degrau, com 9,1 milhões de assinantes (eram 8,49 milhões no trimestre anterior).

Em estimativas para 2013, o Point Topic acredita que a China se distancie ainda mais da segunda colocada em 2013, com 153 milhões de clientes ante os 117 milhões dos Estados Unidos.

A pesquisa prevê que a recessão econômica afete os índices de crescimento da Internet nos países mais industrializados, mas tenha menos efeito nas economias emergentes.

China, Brasil, Rússia e Vietnã devem ser pouco afetados, enquanto a Índia deve elevar seu relativamente baixo índice de penetração de banda larga, mesmo na recessão, disse o relatório da Point Topic divulgado à imprensa.

O Brasil, de acordo com a expectativa, poderá ultrapassar países como Coréia do Sul, Itália e Rússia até 2013.

Italiano é resgatado após remar 10 meses pelo Pacífico

SYDNEY:
O remador italiano Alexandro Bellini, que tentava navegar sozinho do Peru à Austrália, chegou neste sábado, 13, ao porto de Newcastle, no estado de Nova Gales do Sul, após ser resgatado em alto-mar por um rebocador.

Bellini, que partira há dez meses de Lima, foi resgatado na tarde de sexta-feira pelo navio neozelandês "Katea", depois de sua mulher avisar às autoridades australianas que seu marido necessitava ajuda e que se encontrava a cerca de 65 milhas náuticas (cerca de 118 quilômetros) do litoral australiano.

Segundo a rádio australiana "ABC", Bellini, que sobreviveu a base de alimentos secos, aparentava estar em bom estado de saúde quando encontrou neste sábado sua mulher, Francesca, no porto de Newcastle.

O aventureiro italiano se mostrou descontente por não ter concluído com sucesso seu projeto de remar sozinho desde o Peru, de onde zarpou em fevereiro, até a Austrália.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

PIB pode chegar a 6% no ano, mesmo se o País não crescer no 4º trimestre

A economia brasileira superou todas as expectativas e, empurrada pelo consumo das famílias e por investimentos públicos e privados, levou o Produto Interno Bruto (PIB) ao seu melhor desempenho trimestral em quatro anos: 6,8% no terceiro trimestre, em comparação a igual período do ano passado, segundo apurou o IBGE. Vigor que, segundo os economistas ouvidos pelo Estado, ajuda o País a enfrentar um período ainda indefinido de forte declínio, mas não é suficiente para afastar o risco de recessão.

Para o quarto trimestre, as expectativas são de crescimento próximo de zero, ou seja, de elevação inexpressiva ou de ligeira queda. "O terceiro trimestre já ficou para trás. E, definitivamente, pode ser o último de crescimento forte do governo Lula", atesta o economista José Julio Sena, contrariando previsões do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Amparado principalmente na elevação dos investimentos, o ministro considerou inevitável o recuo no quarto trimestre e no ano que vem, mas disse esperar, uma retomada de crescimento forte a partir de 2010.

Em 12 meses, até setembro, o PIB (conjunto de toda a riqueza produzida no País) avançou 6,3%, a maior taxa acumulada para 12 meses da série histórica do IBGE, iniciada em 1996. Com o novo resultado do PIB trimestral, os economistas estão revendo as projeções para o desempenho do ano. Até agora, eles projetavam um crescimento de cerca de 5% em 2008. Mas mesmo se não houver crescimento no quarto trimestre em relação ao terceiro trimestre, o PIB deve avançar cerca 6%, o que seria o melhor resultado desde 1986, quando o Brasil cresceu 7,49%.

O saldo também foi bastante positivo em relação ao segundo trimestre, com alta de 1,8%. A gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, que divulgou ontem os resultados, chamou a atenção também para o ineditismo do forte crescimento no acumulado dos nove meses do ano: 6,4%.

Ela destacou que, no terceiro trimestre houve expressivas taxas de crescimento do PIB ante o mesmo período de 2007 dos segmentos componentes da indústria, como construção ( 11,7%); extrativa mineral (7,8%); indústria da transformação ( 5,9%); e serviços industriais de utilidade pública (5,7%). "Mas o destaque foi o setor da construção", afirmou Rebeca, lembrando que a construção se beneficiou de um "aumento de crédito para o setor".

sábado, 6 de dezembro de 2008

Fórmula 1 - "Saída da Honda foi chocante" disse Barrichello.

Foi chocante, como foi pra todo mundo. Recebi a notícia 20 minutos antes de a imprensa receber. Eu iria testar em Jerez, como já tinha sido noticiado. Só que eu tinha de marcar o avião certo, para estar lá na segunda-feira. Então eu ligava para o Ross (Brawn, diretor esportivo) e ele falava para deixar em pé a reserva, mas que ele não poderia falar muito sobre o teste, que a coisa não era pessoal e eu não entendia nada - explicou o recordista de participações na F-1.

Sobre a possibilidade de ser piloto de uma eventual escuderia oriunda do que restar da Honda, Barrichello adotou um discurso cauteloso. Entretanto, ele revelou que uma possível ida para a Toro Rosso, uma das poucas equipes que ainda não fecharam a dupla de pilotos, é difícil.

Nem a Honda tem esse contato (para a venda da equipe) direito. Na Toro Rosso a situação é mais complicada pois eles vão colocar a molecada da Red Bull, então a coisa ficou mais fechada.

Continuando a mostrar serenidade e cabeça fria, Rubens reiterou seu desejo de continuar competindo na Fórmula 1, embora tenha deixado claro que aceitaria com naturalidade uma volta ao Brasil:

Eu estou muito tranqüilo, o destino sempre reservou boas coisas para mim, se o destino vai ser na Fórmula 1 ou fora da Fórmula 1, só uma pessoa vai saber e ela está lá em cima cuidando de todos nós. Fiz de tudo, estou muito empenhado, perdi três quilos desde o fim da temporada. Estou trabalhando para guiar, fiz tudo o que eu podia: contatos, patrocinadores, o treinamento físico se intensificou. Talvez não valha nada em um mundo de Fórmula 1, mas ganhei duas corridas de kart, o que significa que o piloto está afiado.

Ainda com seu futuro na Fórmula 1 indefinido, Rubens Barrichello esteve neste sábado no Autódromo de Interlagos para participar de uma homenagem a Ingo Hoffmann, que fará neste domingo sua última corrida na Stock Car. Apesar de surpreso com a notícia do fim da Honda, equipe pela qual competiu nos últimos três Mundiais, Barrichello comentou que está tranqüilo quanto ao que o destino pode lhe reservar: a permanência na F-1 ou a volta ao Brasil.

Não quero parar, o Brasil inteiro gostaria que eu continuasse, pelas cartas que eu recebo, pelas enquetes que eu vejo na internet. Isso é muito gratificante. Se o destino reservar que não vai ser mesmo a Fórmula 1, tenho uma grande família para eu voltar, tenho um grande Brasil para habitar. O meu desejo real, de coração, é continuar correndo. Mais do que tudo, um grande desejo é voltar a morar no Brasil depois de mais de 20 anos fora. Com esse monte de adrenalina, o dia em que eu parar, não vou conseguir ficar parado muito tempo - encerrou.